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Tecnologias de Informação, Comunicações e Electrónica – TICE.pt

Tecnologias de Informação

Um número crescente de empresas portuguesas de alta tecnologia como por ex: a Altitude Software, Number Five, Critical Software, Outsystems, Siscog, Skysoft, YDreams, ISA e outras, estão através dos seus novos talentos a desenvolver negócios internacionais bem sucedidos, assentes no desenvolvimento de soluções de software inovadoras para problemas complexos.

AICEP

Vivemos numa época marcada pelo rápido desenvolvimento das tecnologias de informação e de comunicação, com acesso a redes e mercados globais e que tem permitido avanços em múltiplos sectores de actividade. De facto, as Tecnologias de Informação e Comunicação são, reconhecidamente, uma das áreas do saber humano que mais se tem desenvolvido nas últimas décadas, quer em termos de profundidade do conhecimento envolvido, quer no que diz respeito ao âmbito da sua aplicabilidade.O seu desenvolvimento trouxe vantagens inegáveis nomeadamente a possibilidade de acesso simples e livre ao conhecimento, reduzindo custos de transporte e de transacção, aumentando assim a eficiência económica.

O sector das TIC´s é cada vez mais importante no contexto da UE, representando mais de 3% do emprego e 80% do valor acrescentado. Todavia, a sua importância vai muito além da contribuição directa que tem sobre o emprego e o PIB da UE. De acordo com dados publicados, 40% do crescimento da produtividade verificada na UE deve-se ao papel das TIC.

As diferenças de desempenho económico entre países e inclusivamente entre regiões explicam-se em grande medida pelo nível de investimento, de investigação e de utilização das TIC, bem como pela competitividade associada às empresas do sector nesse país/região.

A importância deste eixo não pode ser unicamente aferida pelas áreas de negócio, mais ou menos emergentes que o constituem. Estas áreas de negócio, além de tudo o resto, são tecnologias potenciadoras (enabling technologies) do desempenho dos sectores que são seus clientes, através do:

  • Aumento do nível de automação e informatização dos processos de fabrico e de negócio da indústria transformadora, que conduz necessariamente ao aumento da eficiência dos processos, da qualidade dos produtos e à diminuição dos tempos de ciclo, isto é, em termos gerais ao acréscimo da produtividade;
  • Elevado impacto que proporcionam nos serviços de apoio à indústria no que diz respeito por exemplo ao design, engenharia, logística inter e intra-empresarial, compras/vendas e distribuição. Este impacto reflecte-se quer em termos de eficiência da cadeia de valor, quer nas condições de contexto;
  • Incremento do valor dos produtos e serviços, elevando o seu conteúdo tecnológico, permitindo uma evolução para o produto-serviço, etc.

Estas tecnologias de informação, comunicação e electrónica têm ainda um potencial significativo de qualificação da actividade económica, nomeadamente na Região Norte. De facto, na fase actual de desenvolvimento regional, estas áreas têm um papel muito importante no acréscimo da capacidade tecnológica não só dos “Sectores Tradicionais” como inclusivamente de outros de média-alta tecnologia, aumentando-lhes a sua eficiência operacional e permitindo-lhes fornecer produtos de maior valor acrescentado.

Caracterização

Conscientes da importância que as áreas da Comunicação, Informação e Electrónica têm na competitividade das economias nacionais, um conjunto de entidades procurou unir diligências no sentido de reforçar e agregar esforços.

Deste modo, surge assim o TICE.pt que é o Pólo de Competitividade e Tecnologia na área das Tecnologias de Informação, Comunicação e Electrónica, tendo surgido com o objectivo de tornar Portugal numa referência mundial neste sector até 2020. Essa é a grande missão deste Pólo que se consubstancia em indicadores como o peso das TICE:

  • No PIB;
  • No emprego;
  • Na despesa de I&DT;
  • No volume total de exportações.

O TICE.pt pretende analisar e acompanhar o estado da arte no sector das TICE, promovendo e articulando diversas iniciativas entre os vários agentes com o objectivo de elevar o sector nacional no panorama internacional.

Entre as 46 entidades que integram o Pólo, 54% das entidades são empresas, 26% fazem parte do Sistema Científico e Tecnológico Nacional e 20% são Associações, distribuídas pelas Regiões Norte, Centro e Vale do Tejo. Em todo o seu conjunto, o TICE.pt representa um volume de negócios de cerca de 1.800 M€ (1,16% do PIB), 290 M€ de exportações, 124 M€ de investimento em Investigação, Desenvolvimento e Inovação e 14.000 empregos directos.

O Programa de Acção contempla um total de 18 Projectos Âncora e Complementares, com um orçamento estimado em 144 M€, cobrindo de forma adequada todas as áreas de intervenção definidas.

A matriz estratégica de orientação do Pólo assenta em três áreas de intervenção fundamentais:

Dos vectores acima enunciados, a internet do futuro procurará, através dos Sistemas de Informação, das Telecomunicações e da Electrónica, envolver de forma indirecta diversas áreas de actividade: eficiência energética, educação, eficiência organizacional, saúde e qualidade de vida, administração pública, mobilidade, cultura e lazer.

Destes três pilares resulta um conjunto de resultados que o Pólo procura atingir no decorrer da sua actividade:

  • Reforço das principais empresas do sector TICE;
  • Criação de novas empresas;
  • Aumento das competências no desenvolvimento de software e hardware;
  • Aumento das qualificações;
  • Criação de novos produtos e serviços;
  • Aumento do potencial de exportação.

Os domínios tecnológicos e de conhecimento que serão parte integrante das actividades do Pólo TICE.pt e que estão subjacentes às áreas de intervenção são:

  • Redes ópticas;
  • Redes sem fios;
  • Localização e identificação de pessoas e bens;
  • Comunicações ubíquas multimédia;
  • Processamento semântico de informação e tecnologias WEB;
  • Processamento e distribuição de conteúdos multimédia;
  • Usabilidade e ergonomia de interfaces gráficos;
  • Dispositivos de interface (sensores, actuadores);
  • Micro-electrónica (componentes e materiais);
  • Gestão do Ciclo de Desenvolvimento de Software;
  • Service Oriented Architecture, interoperabilidade e reutilização de software;
  • Ontologias e engenharia de domínios de clusters aplicacionais e.g. software financeiro e software para a área da saúde;
  • Adopção de referenciais normativos de maturidade processual, de gestão de serviços de informação e certificação empresarial de acordo com padrões internacionais (CMMI, SPICE, Gestão de IDI e ITIL).


Dado o impacto transversal que as TICE têm noutros sectores de actividade, assume especial relevância no Programa de Acção a coordenação externa com os agregados económicos em torno de outras Estratégias de Eficiência Colectiva como os PCT: da Energia, da Saúde, do Automóvel e Mobilidade, do Engineering&Tooling e do Cluster das Indústrias Criativas.

Os actores e protagonistas que englobam o Pólo são entidades que têm como missão o desenvolvimento empresarial, de negócios, de I&DT, de ensino ou de formação profissional no âmbito das TICE em Portugal.

Na Região Centro e Sul Litoral (especial destaque para a Região de Lisboa e Vale do Tejo) existe ainda um cluster centrado nas Comunicações/Informação que visa aproveitar o número assinalável de empresas, universidades, centros de I&D e tecnológicos existentes na Região.

Gira em torno de 6 pontos fundamentais:

Quem o constitui?

O Pólo de Competitividade TICE.pt é constituído por um conjunto alargado de empresas de referência no panorama nacional e internacional, entre as quais:

  • Microsoft Portugal;
  • YDreams;
  • WIPRO Technologies;
  • Visabeira Digital;
  • JP Sá Couto;
  • Critical Software;
  • Novabase Consulting;
  • Primavera BSS;
  • Nokia Siemens Networks;
  • Efacec;
  • Entre outras.

Em termos de Associações importa destacar:

  • INOVA-RIA – Associação Empresas para uma Rede Inovação em Aveiro;
  • CEDT – Centro de Excelência em Desmaterialização de Transacções;
  • ANETIE – Associação Nacional das Empresas das TI e Electrónica;
  • APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da SI;
  • iParque – Coimbra Inovação Parque;
  • ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários;
  • itSMF – IT Service Management Fórum;
  • AIRC – Associação de Informática da Região Centro;
  • IN – Invisible Network – Associação para o Desenvolvimento daComputação Invisível.

Onde está?

Embora a Associação que gere o Pólo se localize em Aveiro, o Pólo TICE.pt tem âmbito nacional.


Quais os centros de saber que o suportam?

  • Universidade de Aveiro;
  • Universidade do Minho;
  • Universidade de Coimbra – Faculdade de Ciências e Tecnologia;
  • Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências e Tecnologia;
  • Universidade do Porto;
  • IT – Instituto de Telecomunicações;
  • INESC Porto;
  • INESC – ID;
  • INOV – INESC Inovação;
  • IPN – Instituto Pedro Nunes;
  • INEGI – Instituto Pedro Nunes;
  • INEGI – Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial;
  • CCG/ZGDV – Centro de Computação Gráfica.

Perspectivas de Desenvolvimento

As perspectivas de desenvolvimento para o Pólo de Competitividade TICE.pt podem ser consubstanciadas nos indicadores que foram definidos e propostos a atingir aquando da criação do mesmo.

A coordenação, gestão e desenvolvimento do Pólo de Competitividade das Tecnologias da Informação, Comunicação e Electrónica encontra-se a cargo da Universidade de Aveiro.

Tecnologias da Informação, Comunicações e Electrónica

Entidade Gestora

Universidade de Aveiro – Associação para o Pólo das Tecnologias da Informação, Comunicações e Electrónica

Endereço

Campus Universitário de Santiago
3810-193 Aveiro
Portugal

Web

www.ua.pt

Contactos

Telf: 234 370 200
Fax: 234 370 985