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Plataforma portuguesa de turismo fica em 2.º lugar em concurso mundial

 

Por: Know Now
Publicado em: 23, Dezembro de 2013
In Público | Fugas Notícias
A plataforma de turismo iTravey, desenvolvida por jovens portugueses, ficou em segundo lugar na final, patrocinada pelo Google, da competição Global Startup Battle, à frente de mais de mil equipas de 75 países.

A ideia é simples: “Submeta a sua viagem de sonho, as agências virão ter consigo”. É esta a base da iTravey, solução assinada por informáticos de Aveiro que quer “contrariar a tendência do turismo” e que foi esta quinta-feira declarada a segunda melhor ideia a concurso no Champion’s Circle, designação dada à final do evento, que é patrocionada e avaliada pela Google. O único projecto que bateu o dos portugueses foi o Pawly, uma aplicação que pretende mudar a relação dos humanos com os seus animais de estimação.

Enquanto o vencedor recebe 20 mil dólares (cerca de 14.600 euros) e diversos apoios, para o desenvolvimento da iTravey fica um prémio de dez mil dólares (7300 euros) com a bênção da Google for Entrepreneurs, uma forma de ajudar o processo de financiamento do projecto via crowdfunding e outros investidores (o objectivo será conseguir cerca de 100 mil euros). Mas tão importante quanto o dinheiro poderá ser o resto do prémio, que inclui um convite para visitar a sede do Google e acompanhamento por mentores da empresa.
As viagens da iTravey

O projecto, explica à Fugas Carlos Carvalho – um dos criadores, ao lado de Mikhaél Santos – nasceu no Covilhã Startup Weekend (evento integrado na “batalha” mundial de startups), tendo vencido o concurso de ideias e passado à final mundial, integrando o grupo de elite de empresas com potencial.

A iTravey deverá funcionar em multiplataforma (computador, telemóvel, tablet) e pretende estabelecer uma nova forma de relacionamento entre os turistas e os fornecedores de serviços turísticos: o viajante regista-se, criando um perfil com as suas informações e descrevendo, da “forma mais pormenorizada possível”, as suas “viagens de sonho”.

Aqui, poderá incluir, por exemplo, locais a visitar, tipo de estadia, actividades e quanto está disposto a pagar. É aqui que se dá o “twist”: assim que esteja criado o projecto de viagem, “não é o viajante que procura uma agência, mas a agência que procura o possível viajante” com o intuito de satisfazer os seus desejos.

A responder às viagens de sonho, como explica Carlos Carvalho, poderão estar “operadores turísticos, agências ou mesmo particulares” que terão nesta plataforma “um canal directo de acesso a potenciais clientes”.

Por outro lado, sublinha Carlos Carvalho, a plataforma não pretende ser um agregador de informação turística – como já existem vários que agregam informação de hotéis, actividades ou guias –, mas uma rede onde será possível partilhar “ideias de viagens de sonho” e “experiências (em viagem ou mesmo com as agências)”. O objectivo é estar “disponível para todos” mas especialmente direccionada para a “comunidade viajante”, já que poderá “simplificar” todo o processo pelo qual os turistas normalmente têm de passar e possibilitar a “personalização de viagens”.

Após esta quase-vitória no concurso mundial de startups, Carlos Carvalho e restante equipa vão aproveitar o financiamento e apoio da Google para porem definitivamente o iTravey a viajar. Como explica Carlos Carvalho, o plano passa por aproveitar o apoio dos peritos da Google para melhorar a versão beta da aplicação (que já desenvolveram), negociar com futuros parceiros, criar uma comunidade e colocar a plataforma online. Um processo que começará em Portugal mas que, espera, os levará a entrar “gradualmente” no mercado global.