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Indústrias de Base Florestal

Actualmente, a floresta portuguesa ocupa aproximadamente 38,4% da superfície de Portugal Continental. Sendo um sector pouco debatido e consequentemente mal conhecido pela generalidade, a floresta sustentável apresenta no entanto uma contribuição inegável para o bem-estar da população. De acordo com dados de 2009, as indústrias de base florestal têm um impacto muito significativo na economia portuguesa, representado em 2009 cerca de 3.498 milhões de euros de exportações, perfazendo 9,4% do total a nível nacional. Destes valores, o sector da pasta e do papel representa quase metade do total das exportações das indústrias de base florestal.

Estas indústrias são responsáveis pela criação de aproximadamente 190.000 empregos directos, envolvendo mais de 400.000 proprietários florestais e geram cerca de 4,2 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto.

Deste modo, o investimento nos espaços florestais e na sua gestão de forma sustentável são fulcrais e com influências directas no aumento do emprego e das exportações, na criação de riqueza, no desenvolvimento local, na promoção da coesão social e territorial e na protecção da Natureza.


Caracterização

Pelo peso e importância que os sectores representam na economia nacional foi constituído o Pólo de Competitividade e Tecnologia das Indústrias de base florestalque se centra em três grandes constituintes:

Pilares do Pólo de Competitividade de base florestal

O cluster do papel tem o seu núcleo central nas unidades integradas de fabrico de pasta branqueada de eucalipto e de papel de impressão e escrita, bem como de papéis especiais. As unidades integradas de fabrico de pasta Kraft, papéis e cartões para embalagem (que utilizam maioritariamente madeira de pinho ou de eucalipto para a sua produção), fazem igualmente parte do núcleo central deste cluster.

Como áreas de apoio, este cluster tem as empresas químicas da área dos sódicos e clorados, bem como as empresas do ramo da engenharia ambiental. O cluster do papel, estende-se igualmente a produtos finais como sejam os artigos de papel.

“Consolidada num número reduzido de empresas, esta indústria caracteriza-se por um elevado nível de tecnologia, forte produtividade e qualidade reconhecidas internacionalmente. As condições excepcionais para a plantação de eucaliptos têm dado a Portugal uma posição pro-eminente como produtor de paste de eucalipto na UE. Exemplo de uma história de sucesso: Grupo Portucel Soporcel.”

AICEP


O cluster da madeira centra-se especialmente nas serrações de madeira de pinho em coordenação com os fabricantes das diversas gerações de aglomerados de partículas, fabricados a partir de desperdícios de outras indústrias da floresta, nomeadamente das serrações. Num plano inferior está o fabrico de laminados e revestimentos em matéria plástica para a madeira. Neste cluster encontram-se igualmente integradas empresas químicas da área das resinas e colas.


Outro dos pilares deste Pólo de Competitividade é o cluster da cortiça.Integra fabricantes de equipamentos e empresas químicas especializadas nas resinas e nas colas. Comparando a gama de produtos finais deste cluster com o da Madeira, é possível afirmar que a do cluster da cortiça é mais limitada. Centra-se sobretudo na produção de rolhas, cuja evolução condiciona as possibilidades (ou não) de crescimento de outros segmentos de maior valor acrescentado como seja o dos aglomerados brancos para a decoração.

Tendo em conta os três pilares essenciais que dão forma a este cluster, foram definidas quatro áreas prioritárias onde este deverá incidir:

Quem o constitui?

  • Corticeira Amorim;
  • Sonae Indústria;
  • Vicaima;
  • Visabeira Indústrias;
  • Celpa;
  • Portucel Viana;
  • Celbi.

Onde está?

Tal como visível pela localização das empresas e centros de saber associados, este cluster tem a sua maior representatividade no Norte eno Centro Litoral de Portugal. Conta igualmente com presença na Região de Lisboa, nomeadamente através do apoio dado pelo Instituto Superior de Agronomia que aí se encontra localizado.

Quais os centros de saber que o suportam?

  • IBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica;
  • Universidade do Porto;
  • INESC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto;
  • Biocant – Centro de Inovação em Tecnologia;
  • INEGI – Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial;
  • ISA – Instituto Superior de Agronomia, Centro de Estudos Florestais.

Perspectivas de Desenvolvimento

Os resultados que o Pólo de Competitividade e Tecnologia de Base Florestal espera obter passam pelos seguintes vectores:

  • Melhorar as capacidades ao nível da gestão das indústrias da Fileira Florestal. A formação técnica de quadros e operadores será um dos meios para obter essa melhoria;
  • Implementar o “carbon footprint labelling” nas indústrias da Fileira Florestal;
  • Consolidar o volume de exportação que o mobiliário de madeira tem registado nos últimos anos, usando para o efeito estratégias ao nível de marketing suficientemente agressivas e incisivas;
  • Aumentar significativamente as exportações de pasta, papel, produtos de cortiça e de painéis de madeira.

Foi criada a Associação para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal com o intuito de gerir e dinamizar o Pólo de Competitividade e Tecnologia das Indústrias de Base Florestal.


Indústrias de Base Florestal

Entidade Gestora

AIFF – Associação para a Competitividade das Indústrias da Fileira Florestal

Endereço

Av. Comendador Henrique Amorim, 580;
Apartado 100
4536-904 Santa Maria de Lamas

Contactos

Tel.: +351 227 474 040
Fax.: +351 227 474 049